14 Setembro 2006

Gabriela Sou da Paz

Vivia cercada de cuidados,
tinha boa vida e estudava.
Cultivava muitos sorrisos,
era menina bem comportada.

Trocava sonhos com as amigas,
atendia aos conselhos dos pais.
Não andava na rua sozinha;
até que um dia, tudo se desfaz.

No primeiro dia de liberdade
de uma escada desce e não sobe mais,
pega pela doença da cidade.

Dispara um tiro, uma bala perdida
e invade o caminho desta menina.
Mostra quão tênue é a linha da vida.

Em homenagem a Gabriela Prado, a Gabriela Sou da Paz.

Aloha! Namastê! Sawabona!

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