Vivia cercada de cuidados,
tinha boa vida e estudava.
Cultivava muitos sorrisos,
era menina bem comportada.
Trocava sonhos com as amigas,
atendia aos conselhos dos pais.
Não andava na rua sozinha;
até que um dia, tudo se desfaz.
No primeiro dia de liberdade
de uma escada desce e não sobe mais,
pega pela doença da cidade.
Dispara um tiro, uma bala perdida
e invade o caminho desta menina.
Mostra quão tênue é a linha da vida.
Em homenagem a Gabriela Prado, a Gabriela Sou da Paz.
Aloha! Namastê! Sawabona!
14 Setembro 2006
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