10 Maio 2009

Talentos - Concurso Digital de Poesia

O site Talentos está promovendo um concurso de poesias, com prêmios em dinheiro.
Quem escreve poesia de verdade tem muitas chances. Dei uma olhada nas poesias inscritas até agora e senti falta da qualidade que se justifique a inscrição num concurso. São pouquíssimas a terem alguma chance, isso se o concurso for mesmo sério. Em cada poesia há um quadro de votação que permite ao leitor escolher uma nota entre 5 a 10. Dei 10 para essas:

Dias Úteis
Publicado por LEaOZINHO de Rio de Janeiro (RJ) em 09/05/2009

cinco horas
grita no meu ouvido
o céu se abre
e ainda sonho

a marmita construída
de concreto e cal
na lotação,
hálitos de várias cores
coros de tons variados
de risos e lágrimas
de vários sabores

a face da fumaça
passa batida
nas janelas da avenida brasil
e pendurado no teto do sufoco
rouco de sono
ainda sonho
com a copacabana
soprando domingo no meu rosto
com cheiro de beijo de iemanjá


O Pingo
Publicado por CIPRIANO de Natal (RN) em 07/05/2009

O pingo que veio do vento
do alto relento
do espaço.

O choro que vem da dor
do amargo sabor
do desabafo.

O tempo que abre caminhos
unindo vizinhos
do esplendor.

O pedido que trouxe a esperança
do lindo amor
da aliança.

A vida que traz o sabor
do doce licor
da criança.

O pingo...


Chuva
Publicado por Vivaldo de Oeiras (PI) em 07/05/2009

Findou-se o retirar dos retirantes
No vento a cantilena retumbante
Clarão no céu da pátria neste instante
E lá na negra nuvem-nave adiante
Regalo raro para um povo errante

E brota o riso frouxo, a reza grata
O verso a anunciar contentamento
E baila a folha verde ao som do vento
E a dança do inverno adentra a mata

A nuvem conta-gotas pinga água
E, paulatinamente, a chuva desce
E a poça progressivamente cresce
Um sapo sorrateiro à poça salta
E solta um som aberto peito afora
E o velho diz que a chuva é o céu que chora

Agora,
O fim do estio afinal
Lá fora corre um rio vertical


Das Vertigens e Fumaças
Publicado por Vivaldo de Oeiras (PI) em 07/05/2009

Meus amores duram pouco:
Têm o tempo de um cigarro
(E eu largando baganas pelo caminho)
E também trazem consigo
Vertigens passageiras
Mas no fim viram fumaça, peito afora

Certa vez, dei-me ao vício
E me achei fumando filtros, noite adentro
Até morrer de cansaço
Até perder um pedaço
Do que eu tinha de sagrado
Agora, meus amores são tão curtos
Como o tempo de um cigarro


Sabe-se
Publicado por Guglielmo de Santos (SP) em 28/04/2009

Sabe-se lá
Sabe-se cá
Mas eu não sei,
Talvez soubesse
Queria mesmo é te saber
Mas realmente,
Eu não sei.

Sabia-me lá,
Queria-te aqui.
Talvez pudesse
Queria mesmo é teu sabor
Mas possivelmente,
Eu sonhei.

Não sei
Sou teu,
Só teu,
Mas estou só!
Só em mim.

Por isso...
Sabia-te em mim
Sofria-me em ti
Sabia-me lá
Seus lábios enfim
Teria mesmo que te querer
Certamente por ser assim,
E ternamente
Só teu
Só tu
Sou eu

Aloha! Namastê! Sawabona!

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