O site Talentos está promovendo um concurso de poesias, com prêmios em dinheiro.
Quem escreve poesia de verdade tem muitas chances. Dei uma olhada nas poesias inscritas até agora e senti falta da qualidade que se justifique a inscrição num concurso. São pouquíssimas a terem alguma chance, isso se o concurso for mesmo sério. Em cada poesia há um quadro de votação que permite ao leitor escolher uma nota entre 5 a 10. Dei 10 para essas:
Dias Úteis
Publicado por LEaOZINHO de Rio de Janeiro (RJ) em 09/05/2009
cinco horas
grita no meu ouvido
o céu se abre
e ainda sonho
a marmita construída
de concreto e cal
na lotação,
hálitos de várias cores
coros de tons variados
de risos e lágrimas
de vários sabores
a face da fumaça
passa batida
nas janelas da avenida brasil
e pendurado no teto do sufoco
rouco de sono
ainda sonho
com a copacabana
soprando domingo no meu rosto
com cheiro de beijo de iemanjá
O Pingo
Publicado por CIPRIANO de Natal (RN) em 07/05/2009
O pingo que veio do vento
do alto relento
do espaço.
O choro que vem da dor
do amargo sabor
do desabafo.
O tempo que abre caminhos
unindo vizinhos
do esplendor.
O pedido que trouxe a esperança
do lindo amor
da aliança.
A vida que traz o sabor
do doce licor
da criança.
O pingo...
Chuva
Publicado por Vivaldo de Oeiras (PI) em 07/05/2009
Findou-se o retirar dos retirantes
No vento a cantilena retumbante
Clarão no céu da pátria neste instante
E lá na negra nuvem-nave adiante
Regalo raro para um povo errante
E brota o riso frouxo, a reza grata
O verso a anunciar contentamento
E baila a folha verde ao som do vento
E a dança do inverno adentra a mata
A nuvem conta-gotas pinga água
E, paulatinamente, a chuva desce
E a poça progressivamente cresce
Um sapo sorrateiro à poça salta
E solta um som aberto peito afora
E o velho diz que a chuva é o céu que chora
Agora,
O fim do estio afinal
Lá fora corre um rio vertical
Das Vertigens e Fumaças
Publicado por Vivaldo de Oeiras (PI) em 07/05/2009
Meus amores duram pouco:
Têm o tempo de um cigarro
(E eu largando baganas pelo caminho)
E também trazem consigo
Vertigens passageiras
Mas no fim viram fumaça, peito afora
Certa vez, dei-me ao vício
E me achei fumando filtros, noite adentro
Até morrer de cansaço
Até perder um pedaço
Do que eu tinha de sagrado
Agora, meus amores são tão curtos
Como o tempo de um cigarro
Sabe-se
Publicado por Guglielmo de Santos (SP) em 28/04/2009
Sabe-se lá
Sabe-se cá
Mas eu não sei,
Talvez soubesse
Queria mesmo é te saber
Mas realmente,
Eu não sei.
Sabia-me lá,
Queria-te aqui.
Talvez pudesse
Queria mesmo é teu sabor
Mas possivelmente,
Eu sonhei.
Não sei
Sou teu,
Só teu,
Mas estou só!
Só em mim.
Por isso...
Sabia-te em mim
Sofria-me em ti
Sabia-me lá
Seus lábios enfim
Teria mesmo que te querer
Certamente por ser assim,
E ternamente
Só teu
Só tu
Sou eu
Aloha! Namastê! Sawabona!
10 Maio 2009
24 Fevereiro 2009
5ª feira, 26/02/...
quem diria que essa poetisa
um dia aguardaria a quinta-feira
impaciente enquanto crente
na solução de algum problema
tão enroscado quanto inteiro
até que a mente cientize.
foi tão fácil pro outro lado
escolher chegar ao termo
indispondo os sentimentos
rechaçando o colo terno
a quem se aquece ao tato.
Aloha! Namastê! Sawabona!
um dia aguardaria a quinta-feira
impaciente enquanto crente
na solução de algum problema
tão enroscado quanto inteiro
até que a mente cientize.
foi tão fácil pro outro lado
escolher chegar ao termo
indispondo os sentimentos
rechaçando o colo terno
a quem se aquece ao tato.
Aloha! Namastê! Sawabona!
17 Outubro 2008
Haikai do nordestino
teimosa seca
que racha impunemente
o chão do sertão
castiga o homem
traçando longos rastros
de carcaças nuas
no inclemente sol
da ácida paisagem
a esperança vive
a esperança vive
na ácida paisagem
de inclemente sol
o fiel sertanejo
reza todos os dias
pedindo água
"Apaga o fogo
me dá cheiro de mato
acende o verde!"
a chuva chega
absurdamente vil
sem pressa de ir
maldito lugar
que desfaz meu trabalho
não desisto de ti!
Aloha! Namastê! Sawabona!
que racha impunemente
o chão do sertão
castiga o homem
traçando longos rastros
de carcaças nuas
no inclemente sol
da ácida paisagem
a esperança vive
a esperança vive
na ácida paisagem
de inclemente sol
o fiel sertanejo
reza todos os dias
pedindo água
"Apaga o fogo
me dá cheiro de mato
acende o verde!"
a chuva chega
absurdamente vil
sem pressa de ir
maldito lugar
que desfaz meu trabalho
não desisto de ti!
Aloha! Namastê! Sawabona!
15 Janeiro 2008
Forrobodó dos Rabiscos
Rabiscos são linhas traçadas em passos incertos, em decisões e dúvidas (gigantescas e mínimas) que nos impedem de voar.
São rascunhos imprevisíveis da obra final.
São sonhos desfeitos, reformulados, atualizados e realizados, ciclo após ciclo, em busca da perfeição.
Meus rascunhos preservam um forrobodó de prévias mal-elaboradas, num discurso para um público bom ouvinte e infiel.
São traçados no balançar do lombo do cavalo galopante... Suado, estafado, quase esquartejado mas ainda picante.
Esquemas e planos mirabolantes, imaginados na impulsividade de um segundo rastejante, com validade por muitos anos.
Planetas e galáxias vistas pela distância do tempo, somente depois de falecidas.
São os filhos da labuta sórdida e sádica, que me fez parir sem permitir ao menos que eu beijasse as faces rosadas de meu próprio ventre.
Rascunhos riscados em pontos indefinidos. Especulações impróprias, escandalizadas pela fuga da realidade que conseguiu surgir como matéria principal de um jornal qualquer.
Forrobodós que arranham a pele por dentro,
atrasam a construção da reta principal.
Ainda assim, nos permite
construir um mundo novo por dentro, constantemente.
Aloha! Namastê! Sawabona!
São rascunhos imprevisíveis da obra final.
São sonhos desfeitos, reformulados, atualizados e realizados, ciclo após ciclo, em busca da perfeição.
Meus rascunhos preservam um forrobodó de prévias mal-elaboradas, num discurso para um público bom ouvinte e infiel.
São traçados no balançar do lombo do cavalo galopante... Suado, estafado, quase esquartejado mas ainda picante.
Esquemas e planos mirabolantes, imaginados na impulsividade de um segundo rastejante, com validade por muitos anos.
Planetas e galáxias vistas pela distância do tempo, somente depois de falecidas.
São os filhos da labuta sórdida e sádica, que me fez parir sem permitir ao menos que eu beijasse as faces rosadas de meu próprio ventre.
Rascunhos riscados em pontos indefinidos. Especulações impróprias, escandalizadas pela fuga da realidade que conseguiu surgir como matéria principal de um jornal qualquer.
Forrobodós que arranham a pele por dentro,
atrasam a construção da reta principal.
Ainda assim, nos permite
construir um mundo novo por dentro, constantemente.
Aloha! Namastê! Sawabona!
19 Outubro 2007
Morrem os valores, persistem os pecados
Não sei que vida é essa
que alguém já disse ser bandida.
Em quais prisões misteriosas
foram encerradas as virtudes?
Em que fossa rasa
foi atirada a decência?
Onde foi feito o aterro
que fez sumir o caráter?
Onde foi criado o mofo
que desvalorizou a confiança?
Quando chegará a tal modernidade
que não fará das mulheres
criminosas do estupro sofrido?
E eu, pobre de mim que pensava
que certos conceitos eram Coisas do Passado...
- Em apoio a uma mulher, minha amiga, que sofreu uma tentativa de estupro.
Aloha! Namastê! Sawabona!
que alguém já disse ser bandida.
Em quais prisões misteriosas
foram encerradas as virtudes?
Em que fossa rasa
foi atirada a decência?
Onde foi feito o aterro
que fez sumir o caráter?
Onde foi criado o mofo
que desvalorizou a confiança?
Quando chegará a tal modernidade
que não fará das mulheres
criminosas do estupro sofrido?
E eu, pobre de mim que pensava
que certos conceitos eram Coisas do Passado...
- Em apoio a uma mulher, minha amiga, que sofreu uma tentativa de estupro.
Aloha! Namastê! Sawabona!
18 Julho 2007
Como nascem as manhãs
Abri minhas mãos ao vento
ele veio, passou por minhas mãos abertas
e seguiu seu caminho sem deixar nada pra mim.
Abri meus braços à lua
ela sorriu, encheu-se toda marota e orgulhosa
e murchou preguiçosa, sem deixar nada pra mim.
Ofereci meu corpo ao sol
ele queimou, bronzeou-me a pele
e escondeu-se da noite sem deixar nada pra mim.
Ofereci meus olhos à madrugada
ela, por pura maldade derramou-se em orvalho
que escorrem em lágrimas sem deixar mais nada pra mim.
Voltaram um dia o vento e a lua.
O vento roubou minhas lágrimas que,
com a luz fria da lua, castiga agora a madrugada.
Esta, injustiçada volta-se pra mim
num silêncio ocluso implorando certeiro perdão.
O sol, comovido, absolve o vermelho de nossas dores
certificando nossa alforria com magnificente alvorada.
Aloha! Namastê! Sawabona!
ele veio, passou por minhas mãos abertas
e seguiu seu caminho sem deixar nada pra mim.
Abri meus braços à lua
ela sorriu, encheu-se toda marota e orgulhosa
e murchou preguiçosa, sem deixar nada pra mim.
Ofereci meu corpo ao sol
ele queimou, bronzeou-me a pele
e escondeu-se da noite sem deixar nada pra mim.
Ofereci meus olhos à madrugada
ela, por pura maldade derramou-se em orvalho
que escorrem em lágrimas sem deixar mais nada pra mim.
Voltaram um dia o vento e a lua.
O vento roubou minhas lágrimas que,
com a luz fria da lua, castiga agora a madrugada.
Esta, injustiçada volta-se pra mim
num silêncio ocluso implorando certeiro perdão.
O sol, comovido, absolve o vermelho de nossas dores
certificando nossa alforria com magnificente alvorada.
Aloha! Namastê! Sawabona!
30 Abril 2007
Melhor Ato
Abro a porta do meu pecado
por onde a urgente passagem
do teu enlouquecido pedaço
me absorve em real miragem.
O roçar selvagem e excitante
nas dobras de meus famintos lábios
provocam choques pulsantes
domando meu corpo cálido.
Unidos no ritmo lascivo
ultrapassamos o espasmo
onde o clímax mal incontido
eclode em intenso orgasmo.
Aloha! Namastê! Sawabona!
por onde a urgente passagem
do teu enlouquecido pedaço
me absorve em real miragem.
O roçar selvagem e excitante
nas dobras de meus famintos lábios
provocam choques pulsantes
domando meu corpo cálido.
Unidos no ritmo lascivo
ultrapassamos o espasmo
onde o clímax mal incontido
eclode em intenso orgasmo.
Aloha! Namastê! Sawabona!
20 Abril 2007
Lágrimas
As lágrimas que escorrem pela minha face
são tão doloridas, tão condoídas que descem fracas, devagar...
Tão lentas são, que se transformam em nuvens
antes mesmo de atingirem o chão.
Em outras dores, tão mais doloridas, tão mais condoídas
elas descem ganhando força, com pressa de passar
São tão velozes, tão sentidas
que nem me sobram forças pra lhes derramar.
Aloha! Namastê! Sawabona!
são tão doloridas, tão condoídas que descem fracas, devagar...
Tão lentas são, que se transformam em nuvens
antes mesmo de atingirem o chão.
Em outras dores, tão mais doloridas, tão mais condoídas
elas descem ganhando força, com pressa de passar
São tão velozes, tão sentidas
que nem me sobram forças pra lhes derramar.
Aloha! Namastê! Sawabona!
19 Janeiro 2007
Tesão
Essa carne que cobre a minha essência,
descaradamente impura e febril,
fez aliança com meus pensamentos,
criou vontade - nada pueril.
Onde poderei encontrar cura
Pra essa agonia que me devora?
Nunca antes, fui tão insegura.
O eu deverei fazer agora?
Vejo teu corpo, sinto teu cheiro,
deduzo a maciez de seus lábios.
Meus sentidos, presos por inteiro.
Dou voz à razão, o que ela me diz?
- Deixe de sonhar com o impossível,
dê vida ao sonho de quem sempre te quiz!
Aloha! Namastê! Sawabona!
descaradamente impura e febril,
fez aliança com meus pensamentos,
criou vontade - nada pueril.
Onde poderei encontrar cura
Pra essa agonia que me devora?
Nunca antes, fui tão insegura.
O eu deverei fazer agora?
Vejo teu corpo, sinto teu cheiro,
deduzo a maciez de seus lábios.
Meus sentidos, presos por inteiro.
Dou voz à razão, o que ela me diz?
- Deixe de sonhar com o impossível,
dê vida ao sonho de quem sempre te quiz!
Aloha! Namastê! Sawabona!
18 Janeiro 2007
O Som
E quando o som não se cala
interiorizando a dor
que emperra no peito.
E quando o som silencia
num nada absoluto
tão imortalmente nada,
que um vácuo aperta
o pensamento sem
uma ínfima resistência
nem que seja só
pra verter um pingo
entre a viva e a fúnebre
... lágrima...
Aloha! Namastê! Sawabona!
interiorizando a dor
que emperra no peito.
E quando o som silencia
num nada absoluto
tão imortalmente nada,
que um vácuo aperta
o pensamento sem
uma ínfima resistência
nem que seja só
pra verter um pingo
entre a viva e a fúnebre
... lágrima...
Aloha! Namastê! Sawabona!
27 Dezembro 2006
Passatempo
Hoje não tem
o risonho gosto
de teu chegar moreno,
não tem a saciedade
de pousar em teu corpo.
Nada de sonhar dentro de teu abraço.
Estou sem
a calamidade do instante
em que a preparação sedosa
chega ao ponto da fuga.
Nada mais de contatos
nem retoques.
Nada mais de alvoradas
em roçadas de beijos,
nem mais o consumo
de teu sono em carne crua.
Não mais o bom dia,
o café, o jornal.
Não mais o violão,
os sons, os risos.
Não restaram nem mesmo as vontades,
não sobrou nenhuma realidade
nem dentre as mais secretas lembranças?
Nada mais que a ferida aberta
em saber que o tempo que passou
não passou de apenas um passatempo...
Aloha! Namastê! Sawabona!
o risonho gosto
de teu chegar moreno,
não tem a saciedade
de pousar em teu corpo.
Nada de sonhar dentro de teu abraço.
Estou sem
a calamidade do instante
em que a preparação sedosa
chega ao ponto da fuga.
Nada mais de contatos
nem retoques.
Nada mais de alvoradas
em roçadas de beijos,
nem mais o consumo
de teu sono em carne crua.
Não mais o bom dia,
o café, o jornal.
Não mais o violão,
os sons, os risos.
Não restaram nem mesmo as vontades,
não sobrou nenhuma realidade
nem dentre as mais secretas lembranças?
Nada mais que a ferida aberta
em saber que o tempo que passou
não passou de apenas um passatempo...
Aloha! Namastê! Sawabona!
21 Novembro 2006
O Impulso é um hábito
Tomei impulso tantas vezes do fundo do poço que este, por praticidade, já não mais me aceita.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Aloha! Namastê! Sawabona!
16 Novembro 2006
Estrela Dalva
Termina a madrugada.
Brilha estrela da manhã
que o sol, de ciúme, logo vem esconder.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Brilha estrela da manhã
que o sol, de ciúme, logo vem esconder.
Aloha! Namastê! Sawabona!
09 Outubro 2006
Poesia
Poesia, essa criação pungente
que, calada, absorve a emoção.
Onde toda palavra é vertente
da dor que sangra a paixão.
Aloha! Namastê! Sawabona!
que, calada, absorve a emoção.
Onde toda palavra é vertente
da dor que sangra a paixão.
Aloha! Namastê! Sawabona!
04 Outubro 2006
Pinga em mim
Em minha cama uma cachaça
fabrica mel em jorros de pinga.
Estalo doce, quente, molhada
nessa embriaguez que me alucina.
[Este pequeno verso foi montado com um verso de cada estrofe de uma poesia.]
Aloha! Namastê! Sawabona!
fabrica mel em jorros de pinga.
Estalo doce, quente, molhada
nessa embriaguez que me alucina.
[Este pequeno verso foi montado com um verso de cada estrofe de uma poesia.]
Aloha! Namastê! Sawabona!
02 Outubro 2006
Felicidade
Felicidade é para muitos;
não obstante, apenas poucos a obtém.
Peregrinando em vias poluídas,
são poucos os que a enxergam tão bem.
Aloha! Namastê! Sawabona!
não obstante, apenas poucos a obtém.
Peregrinando em vias poluídas,
são poucos os que a enxergam tão bem.
Aloha! Namastê! Sawabona!
14 Setembro 2006
Gabriela Sou da Paz
Vivia cercada de cuidados,
tinha boa vida e estudava.
Cultivava muitos sorrisos,
era menina bem comportada.
Trocava sonhos com as amigas,
atendia aos conselhos dos pais.
Não andava na rua sozinha;
até que um dia, tudo se desfaz.
No primeiro dia de liberdade
de uma escada desce e não sobe mais,
pega pela doença da cidade.
Dispara um tiro, uma bala perdida
e invade o caminho desta menina.
Mostra quão tênue é a linha da vida.
Em homenagem a Gabriela Prado, a Gabriela Sou da Paz.
Aloha! Namastê! Sawabona!
tinha boa vida e estudava.
Cultivava muitos sorrisos,
era menina bem comportada.
Trocava sonhos com as amigas,
atendia aos conselhos dos pais.
Não andava na rua sozinha;
até que um dia, tudo se desfaz.
No primeiro dia de liberdade
de uma escada desce e não sobe mais,
pega pela doença da cidade.
Dispara um tiro, uma bala perdida
e invade o caminho desta menina.
Mostra quão tênue é a linha da vida.
Em homenagem a Gabriela Prado, a Gabriela Sou da Paz.
Aloha! Namastê! Sawabona!
11 Setembro 2006
Matemática
Com a pele marcada em brasa,
sou perfeita e exata geometria.
Na qual meu equilátero triângulo
recebe sua perpendicular linha.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Satisfação
Comi o silêncio do canto enquanto meu corpo entrava em parto de amor.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Aloha! Namastê! Sawabona!
24 Agosto 2006
Canção dos Sentidos
Cada vez que meu corpo canta arroto um grito de êxtase.
adoro essa comida morena, causador da minha azia...
Fujo de qualquer definição, explicações filosóficas,
não delimito a plena emoção dessa supra metáfrase.
Aloha! Namastê! Sawabona!
adoro essa comida morena, causador da minha azia...
Fujo de qualquer definição, explicações filosóficas,
não delimito a plena emoção dessa supra metáfrase.
Aloha! Namastê! Sawabona!
16 Agosto 2006
Bonito.
O bonito não é bonito só porque é bonito.
É que na sua opinião, ele não é feio.
Aloha! Namastê! Sawabona!
É que na sua opinião, ele não é feio.
Aloha! Namastê! Sawabona!
12 Agosto 2006
Escalada
Entre as paralelas na qual minha vida se encaixava,
arrisquei-me a tomar impulso.
No grande pulo arrebentei a aresta que me cobria.
Com ela fiz uma perpendicular e é por ela que hoje eu subo.
Aloha! Namastê! Sawabona!
arrisquei-me a tomar impulso.
No grande pulo arrebentei a aresta que me cobria.
Com ela fiz uma perpendicular e é por ela que hoje eu subo.
Aloha! Namastê! Sawabona!
02 Agosto 2006
Pitadas de Maldades
- Só quem tem sogra, sabe o que é ter pesadelo.
- Em casa de cobra, rato não sai do buraco.
- O pior homem é aquele que só te quer pelo sexo: sinal de que ele não serve pra mais nada.
- Quando mulher vive fazendo dieta é porque não sabe o que fazer na cama.
Aloha! Namastê! Sawabona!
- Em casa de cobra, rato não sai do buraco.
- O pior homem é aquele que só te quer pelo sexo: sinal de que ele não serve pra mais nada.
- Quando mulher vive fazendo dieta é porque não sabe o que fazer na cama.
Aloha! Namastê! Sawabona!
25 Julho 2006
Tres Suspiros Banidos
I
Na porta aberta de incontáveis medos
descansa um tapete roto e a companhia muda.
II
Para ler a poesia muda
basta ouvir em silêncio
o grito surdo que evoca a prece.
III
No pulsar do pandeiro
que em meu peito vive
serenamente desfez-se a foz do pranto.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Na porta aberta de incontáveis medos
descansa um tapete roto e a companhia muda.
II
Para ler a poesia muda
basta ouvir em silêncio
o grito surdo que evoca a prece.
III
No pulsar do pandeiro
que em meu peito vive
serenamente desfez-se a foz do pranto.
Aloha! Namastê! Sawabona!
28 Junho 2006
Um Trago de Som
o que sai de mim
não fala.
grita em cântaros de vinho
feito em cascalhos recolhidos pelo caminho.
Aloha! Namastê! Sawabona!
não fala.
grita em cântaros de vinho
feito em cascalhos recolhidos pelo caminho.
Aloha! Namastê! Sawabona!
21 Junho 2006
Palavras
Que fazer de tu, preciosa navalha
quando esfola e jorra sem pedir?
Não fosse o verso, minha mortalha
como poderia eu te resistir?
Aloha! Namastê! Sawabona!
quando esfola e jorra sem pedir?
Não fosse o verso, minha mortalha
como poderia eu te resistir?
Aloha! Namastê! Sawabona!
09 Junho 2006
Copa 2006
Eu poderia ter feito muito melhor que isso, mas a pressa limita-me a criação.
Hora da Copa
em que o homem implora
pra ver rolar a bola
Milhões de brasileiros e outros tantos estrangeiros,
com a atenção voltada para a seleção canarinho.
Cerveja não sobra
o churrasco torra
e se não vencer,
o homem chora...
Aloha! Namastê! Sawabona!
Hora da Copa
em que o homem implora
pra ver rolar a bola
Milhões de brasileiros e outros tantos estrangeiros,
com a atenção voltada para a seleção canarinho.
Cerveja não sobra
o churrasco torra
e se não vencer,
o homem chora...
Aloha! Namastê! Sawabona!
29 Maio 2006
26 Maio 2006
Fragrância de Rico
Em casa de rico quando o dono peida, o resto finje que não cheira.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Aloha! Namastê! Sawabona!
16 Maio 2006
A Felicidade
A felicidade é feita de momentos felizes.
Quem gozou na minha cama?
Aloha! Namastê! Sawabona!
Quem gozou na minha cama?
Aloha! Namastê! Sawabona!
10 Maio 2006
O tempo do Tempo
Queria ter tempo de encontrar um tempo que fizesse o tempo parar no tempo.
Aloha! Namastê! Sawabona!
Aloha! Namastê! Sawabona!
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